sábado, 15 de dezembro de 2007

Eucaliptos em Alegrete


Plantação em massa de eucaliptos:
Por que somos contra?

  • Na Austrália - onde o eucalipto é planta nativa e veio de lá - plantam 66 pés da árvore por hectare. A Austrália, nos últimos 50 anos, já perdeu a metade de seus mananciais subterrâneos.
  • No Brasil as empresas Multinacionais Stora Enso e Aracruz plantam 1.300 pés por hectare de eucalipto para a produção de celulose. Após cada corte desses 1300 pés - depois de 6 ou 7 anos -, essas empresas plantam mais 1300 pés no espaço entre os tocos dos pés cortados, fazendo com que cada hectare produza 2.600 pés de eucaliptos. Cada eucalipto bebe mais de 30 litros de água por dia.
  • Os campos serão utilizados por eucaliptos e não sobrará espaço para as outras culturas (arroz, feijão, milho, etc.) e muito menos para a criação de animais.
  • Compare o número de postos de trabalho gerados, para cada 185 hectares de terra, pela monocultura:
    Monocultura = 1 posto de trabalho
    Agricultura Familiar = mais de 50 postos de trabalho.




    Não somos contra aquele pequeno bosque de eucaliptos que o pessoal planta para tirar a madeira para as construções caseiras (galpão, casa de campanha, mourões, etc.) Nós somos contra é da plantação em grande extensão
    de eucaliptos.

E tem mais...

Aqui em Alegrete nós temos Bioma Pampa, que já nasceu pela Natureza assim, com campo de pasto baixo, com as árvores que são adequadas para esse tipo de relevo, sem atrapalhar o pasto das campinas gaúchas. No meio dessa vegetação natural e relevo, a Natureza colocou um monte de animais, os chamados animais nativos (lobo guará, gambá, quero-quero, raposa, etc.), que viverão sempre em harmonia com esse meio ambiente, para sempre, desde que a mão assassina do homem não o desequilibre. Além disso, há os microrganismos em baixo desse solo natural, que dão vida ao pasto e às demais plantas, inclusive servem para purificar a água dos mananciais e dos riachos.
Assim tu vês, a Natureza criou um tipo de solo, relevo, clima, vegetação, microrganismos, animais adequados a viver e sobreviver nessas regiões, mas a Natureza não permite que alterem esse ecossistema, qualquer animal que for extinto, inclusive qualquer tipo de inseto, já desequilibra esse meio ambiente, surgindo daí os chamados invasores, pragas, doenças, secas, desaparecimento de árvores, de riachos, de mananciais, etc.
Por isso, não se pode plantar monoculturas - ou seja, uma espécie só de planta, ainda mais planta exótica (planta que não é do lugar, não é adequada para o lugar).
O arroz e a soja já destruíram muito o nosso meio ambiente, por que eram as únicas plantações que os grandes plantadores faziam, porque dão muito lucro e dinheiro.
O eucalipto nem falar, pois acima mostramos os seus malefícios, quando em grandes extensões de terra.

Como o eucalipto leva de 6 a 7 anos para chegar a idade adulta do ponto de corte, o que os pequenos agricultores vão fazer nesse intervalo, ficar jogando carta, esperando colheita. Não, ou morrerão de fome, ou ficarão endividados com essas empresas de celulose (Stora Enso,Aracruz, etc.), e antes da colheita estarão entregando suas terras para pagar as dívidas com essas empresas.
Ou seja, tudo irá virar terras de estrangeiros.

E depois? Bom depois não teremos mais ninguém aqui, por que não haverá trabalho, uma vez que o corte de eucaliptos não dá mão de obra, pois as máquinas cortam tudo a mil por hora. O povo estará na periferia de Porto Alegre, São Paulo, etc.
Os campos não existiram mais, o quero-quero somente em filmes, o lobo guará, a capivara, o tatu nunca mais veremos... Isso será o chamado deserto verde, que se um dia essas empresas forem embora ou destruídas, os campos e os bichos nunca mais voltarão.
E essas empresas foram corridas da Europa, para não poluírem lá, por isso vêm para cá produzir papel para os países ricos usarem no banheiro, bem barato. Da Amazônia no ano de 2030 restará apenas 40%, e a Amazônia tem 42% do território nacional.
É por isso que somos contra essas empresas, que só querem lucro barato, não interessa se vão destruir o nosso planeta e matar a metade do Mundo, ganhando dinheiro é o que lhes interessa. O resto é o resto.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Dicas de como fazer um jornal.

1. As quatro primeiras coisas que se precisa para se fazer um jornal são: Iniciativa, persistencia, paciência e uma impressora pra imprimir o jornal.

2. Depois, precisa saber formatá-lo. Pode ser no Word ou no Page Maker.

3. O próximo passo é saber ir atrás das matérias. Qualquer fonte é a melhor. Pode ser na internet, em livros, buscando as reportagens em entrevistas, por exemplo, e até mesmo, no jornal do vizinho.

4. A impressão não é de qualquer jeito. Uma dica: imprima de uma vez só cada pagina do jornal, depois coloque a folha impressa na impressora para imprimir o outro lado. Obs.: Uma folha do jornal corresponde à quatro paginas, duas em cada lado.

Gazeta Estudantil - Como tudo começou...

No dia 17 de Julho de 2007, para complementar um trabalho interdisciplinar na escola, tive a idéia de criar um jornal, pois o nosso trabalho era sobre os Meios de Comunicações de Alegrete, cidade onde resido.
Para a minha surpresa, a Gazeta Estudantil foi um sucesso, todos gostaram. Na segunda edição, meus colegas "prometeram" me ajudar no jornal, como se fosse de verdade. Estava a distribuição de funções organizadas, mas apenas no papel, na pratica, nada. Entristecido, resolvi fazer sozinho. Foi quando tive a idéia de buscar patrocinadores. Vinte daqui, dez de lá, e tenho um bom lucro com o jornal, sem falar do desafio e do prazer de atuar como diretor, jornalista e diretor comercial.